SABIA QUE A 26 DE AGOSTO SE CELEBRA O DIA INTERNACIONAL DA IGUALDADE FEMININA?

Assinala-se a 26 de agosto Dia Internacional da Igualdade Feminina. A data – que evoca a ratificação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, em França – foi instituída com o intuito de combater as desigualdades de género que, apesar das muitas vitórias alcançadas pelas mulheres ao longo das últimas décadas, ainda persistem na atualidade. Em Portugal, estas diferenças fazem-se sentir com alguma expressividade ao nível da remuneração salarial.

A 121doc Portugal divulgou algumas estatísticas gerais sobre a representação feminina da população, as várias desigualdades socioeconómicas e o impacto negativo que a discriminação tem na saúde das mulheres.

Segundo a publicação existem cerca de 3.66 biliões de mulheres no mundo, 260 milhões destas residem na europa e 5.72 milhões e Portugal, o que representa 51,5% da população portuguesa.

Desigualdade no Trabalho

A desigualdade salarial por género em Portugal é ainda de 22,7% e na Europa é de 16,3%.

De acordo com os dados do relatório ‘Igualdade de Género em Portugal: indicadores-chave’, publicado pela da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género em 2017, verifica-se que as remunerações médias de base são superiores nos homens. Até 2015 (ano a que se reporta a análise), os homens portugueses ganhavam em média mais 165 euros do que as mulheres. À medida que aumenta o nível de qualificação, maior é o diferencial salarial entre homens e mulheres, sendo particularmente evidente entre os quadros superiores. Neste nível de qualificação, o gap é de 26,4% na remuneração base. Note-se que em cada 100 pessoas com ensino superior completo, cerca de 60 são mulheres e cerca de 40 são homens. Apesar disso, para o mesmo nível de qualificação são eles quem ganha mais.

A Islândia é o país líder em igualdade de género com uma média de 87,8%. Portugal tem apenas uma taxa de 73,4%. Estima-se que irá demorar mais de 100 anos até uma total igualdade de género.

São ainda as mulheres quem continua a dedicar mais tempo às tarefas domésticas e de cuidado. Em média, as mulheres trabalham, em casa, mais 1 hora e 45 minutos por dia do que os homens.

Esta desigualdade prejudica física e psicologicamente milhões de mulheres em todo o mundo. Em geral as 3 principais causas de morte entre as mulheres são: doença cardíaca isquémica, acidente vascular encefálico e infeções do trato respiratório inferior. Já em Portugal, as 3 principais causas de morte são: doenças do aparelho circulatório, tumores malignos e doenças do aparelho respiratório.

Também a violência contra mulheres continua a ser um grave problema em todo o mundo. 85% das mulheres dizem ter sido vítimas de assédio pelo menos uma vez e 52% (25% em Portugal) das mulheres afirma já ter sofrido de assédio sexual no trabalho. 80% das mulheres que reportaram o assédio sexual no local de trabalho, não viram qualquer mudança e para 16% a situação piorou mesmo.

As desigualdades de género são socialmente governadas e, portanto, passiveis de ações:

  • Educar as mulheres sobres os seus direitos;
  • Combater o estigma associado aos casos de assédio e equilibrar o domínio masculino nas forças de segurança para encorajar as mulheres a denunciar mais crimes.
  • Incluir mais mulheres em cargos de chefia, como comités e órgãos de financiamento, por exemplo
  • Ajudar as mulheres no equilíbrio do trabalho e da vida familiar, introduzindo sistemas de seguro e responsabilidade social e adaptando as políticas de licença familiar para incluir os homens na participação de responsabilidades

Conheça a  Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030 (ENIND)

 

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