Sabia que… a 2 de novembro se assinala o Dia da Igualdade Salarial?

Portugal é um país desigual. Usando o coeficiente de Gini como indicador do nível de desigualdade, Portugal é o terceiro país mais desigual da OCDE, atrás da Irlanda e da Grécia, se considerarmos os rendimentos brutos. A desigualdade diminui substancialmente quando se analisam os rendimentos após impostos e subsídios. Neste caso, a posição de Portugal passa para o décimo segundo lugar, sendo os países mais desiguais o Chile, o México, a Turquia e os Estados Unidos. Estes resultados mostram que o Estado Social, característico dos países europeus, é um instrumento relevante na redistribuição do rendimento a favor das famílias com menores recursos.

Primeiramente, os portugueses foram chamados, pela multidados.com, a indicar aquelas que acreditam serem os níveis onde se verificam maiores assimetrias salariais, considerando as disparidades: homens vs mulheres, por nível de qualificação, por nível de escolaridade, por atividades económica e por região. O top 3 é composto por desigualdades

  • Homens vs Mulheres
  • Por Atividade Económica
  • Por Região

Posteriormente, questionados sobre a sua posição relativamente à afirmação “Portugal é um país muito imparcial na distribuição salarial”. Onde 0 correspondia a “discordo planamente” e 10 significava “concordo plenamente”. A pontuação média é de 5,4. Uma clara divisão de opiniões relativamente a este tema.

Por fim, considerando um total de 100% como consideraram os portugueses ser a percentagem real atual da distribuição salarial homem vs mulher (com igual nível de experiência e escolaridade)? A resposta é de 58% homem vs 42% mulher.

O que os estudos nos dizem é que ao ritmo atual o mundo vai precisar de 118 anos para acabar com as desigualdades salariais entre homens e mulheres, por isso, há ainda muito a fazer para equilibrar a balança.

 

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