1 Março | Dia de Vestir Azul

A ideia de “Vestir-se no Dia Azul” foi originalmente proposta por Anita Mitchell, uma sobrevivente do cancro de cólon em estágio IV. Anita já havia perdido um amigo próximo e o seu próprio pai com a mesma doença.

Então, em 2006, Anita Mitchell trabalhou em conjunto com escola de seus filhos para coordenar um dia de reconhecimento da doença. Naquele mesmo ano, em março, os estudantes que normalmente tinham que usar uniformes foram para a escola com roupa azul de sua escolha.

O “Blue Day’ foi lançado pela primeira vez em 2009 pela Colon Cancer Alliance. Foi introduzido para aumentar a conscientização do cancro cólon, bem como para reconhecer a valentia daqueles que sofrem com esta doença.

Cancro do cólon e reto

O cancro do cólon e recto é o 3º cancro mais comum a seguir ao cancro da mama e da próstata, com uma taxa de incidência acima dos 30 casos por 100.000 habitantes em Portugal, afectando mais os homens do que as mulheres.

O cancro do cólon e/ou do reto é um dos tipos de cancro mais comum nos homens (tal como o cancro da pele, próstata e pulmão) e nas mulheres (tal como o cancro da pele, pulmão e mama).

O cancro que tem início no cólon, chama-se cancro do cólon e o cancro que tem início no reto, chama-se cancro rectal. O cancro que afecte qualquer um destes órgãos pode, também, ser chamado de cancro colo-rectal. A diferença entre cólon e reto está na localização anatómica e na necessidade de tratamento diferente; no entanto a biologia tumoral é a mesma.

O cancro do cólon é um tumor maligno, invasivo, que tem origem nas células que formam a camada epitelial da parede do intestino grosso

As células epiteliais do cólon são as responsáveis pela constituição do tecido da mucosa do cólon. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular. Quando as células do cólon normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

Ao contrário das células normais, as células de cancro do cólon e reto não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podendo disseminar para outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

O cancro do cólon e reto começa frequentemente num pólipo que é um crescimento anómalo de tecido epitelial na parede do intestino. Nem todos os polipos se transformam em cancro. Os polipos podem ser removidos antes de malignizarem. Se forem identificadas células malignas no pólipo removido, o doente pode ficar curado se as células não invadiram outras camadas do órgão. Quando os polipos não são removidos e sofrem transformação em cancro podem invadir as várias camadas do órgão e podem disseminar-se pelo organismo.

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